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Solidão é diferente de estar sozinho!
Uma pessoa* deixou um comentário para nós daqui. Ela disse que “A solidão costuma machucar”. Se ela deixar, gostaria de dizer seu nome e seu blog para outras pessoas a conhecessem. Dê um toque, ‘tá’? Fiquei pesando nisso... A solidão não machuca. O que machuca é estar realmente sozinho, independentemente de se estar com alguém. Na quietude da noite, há muitas coisas para nos fazer companhia. Acho que a principal somos nós mesmos, nossos sonhos, planos, nossos pensamentos, vontades, habilidades, nossa oração. Existe tanto em nós, que o próprio Deus se achega para ouvir, não por inveja, como crêem alguns, mas por curiosidade e carinho. Estar realmente sozinho é olhar para si e não conseguir enxergar esta riqueza em estar consigo mesmo. Para mim, que acho fantástica a alma humana, isso é estranho.
Escrito por Chris às 21h02
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O sábado e a flor!
Hoje é sábado. Sábado de feriado. Sábado de dormir até mais tarde; sábado de...;e de... Aqui em casa tem 2 pés de flor-de-maio. É uma planta com aparência de cactos que dá uma flor muito linda. Sem a flor, a planta não é muito bonita. É só planta! Seu “tempo” de florescer é maio. Por isso o nome! Este ano, em junho (e como aquele tempo passou faz tempo! Já estamos em outubro)... Mas em junho não havia nenhuma flor! Todos os dias, eu chegava perto das plantinhas procurando pelo menos um botãozinho. Os dias passavam, e nada. Finalmente, lá pelo meio do mês de junho, eles começaram a aparecer. Até estranha foi a sensação gostosa por vê-los; havia vida! Claro que havia vida. A planta tinha brotinhos de folhas, estava verdinha e com a aparência boa! Às vezes, esperamos tanto por uma coisa boa que está por acontecer, que nos esquecemos de desfrutar o que de bom cada dia nos dá, até que chegue aquele pelo qual esperamos! É a ansiedade pelo final de semana, e o esquecimento de que a nossa vida é feita mais de segundas a sextas do que de sábados e domingos e feriados!
Escrito por Chris às 10h52
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O livro e o sonho!
Estou lendo “Além do fim do Mundo”, de Laurence Bergreen, que conta a história de Fernão de Magalhães. Gosto de biografias tumultuadas e trágicas. Já li alguns livros assim, e é tão gostoso saber o que as pessoas pensaram e sentiram. É tão interessante mergulhar no mundo de outra pessoa e descobrir que eram ou são pessoas como eu! Saber que atrás de cada par de olhos, existe um mundo. Cada um com suas dores e preferências, com seus gostos e paixões; cada um com suas reações, inventando a própria história. Corajosos são aqueles que lutam para mudar sua própria história, enfrentando seus medos, tenham eles as caras que tiverem. Se dará certo... O tempo dirá, mas vejo nas vidas das pessoas que sempre vale a pena tentar.
Escrito por Chris às 17h01
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Para onde foi o silêncio da noite?
De verdade, agora são 23H20 do dia 05/10. No blog não sei que horas serão! Está ventando lá fora, e o vento sacode o plástico do telhado. Este plástico é um dos personagens de uma história que contarei aqui quando descobrir a moral dela. Mas o vento está sacudindo o plástico e fazendo dançar o senhor-dos-ventos, um amarradinho de uns 6 bambus que batem uns nos outros quando o vento passa entre eles. O barulho inspira muita paz. Não tanta quanto dizem os místicos. O pessoal exagera! Mas é um barulho muito gostoso de ouvir. Fico aqui tentando ouvir o som da noite, aquele silêncio tão profundo que parece pressionar os ouvidos. Não encontro. Ouço um carro passando lá na avenida, a respiração pausada das crianças adormecidas, a voz apressada do locutor no rádio lá longe... São os ruídos da noite da minha cidade. Mesmo no escuro, ela não inspira medo, porque sempre tem barulho vivo por perto, barulho de gente, embora eu não possa ver nenhum rosto e, aparentemente, eu esteja sozinha.
Escrito por Chris às 07h41
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Êba, vamos votar!
Dia de eleição. Deveriam ser dias didáticos, de apender a participar da administração do nosso país. Mas eles me irritam. Fico com raiva de ver quanto dinheiro se investe no processo eleitoral no Brasil. A partir das cifras, podemos concluir o que realmente importa para os políticos brasileiros. Pode faltar água no Nordeste, comida no Norte, áreas secas no Sul, oxigênio no Sudeste, umidade no Centro Oeste, mas não pode faltar a cara e adorada urna eletrônica em lugar nenhum. A classe política força o Brasil a gastar os tubos na legitimação dos conchavos e nas possibilidades de ganhos ilícitos. Por isso brigam tanto para estar lá e garantem firmemente, como dinheiro público, que voltarão na gestão seguinte. Como o clero do tempo dos feudos são os políticos brasileiros. Já nascem com esta sede insaciável por uma vaga qualquer que lhes garanta um certo poder e influência, que alimente a sua ganância. E ainda nos olham com aquele olhar cálido, enquanto dizem: "eu quero cuidar de você. Eu vou cumprir o que estou dizendo!". E tem gente que acredita e até os defende! Resta-nos o difícil exercício da escolha. Sinto-me como se fosse obrigada a ir a um circo, no qual os palhaços somos nós, conscientemente manipulados e enganados pelos donos do show. Mas vamos votar, povo brasileiro, porque se não formos, ainda temos que pagar ingresso mais caro!
Escrito por Chris às 09h25
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