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As velas que eu mesma fiz!
Hoje fiz duas velas para dar de presente. Uma delas é do tipo cachepô, que parece potinho, dentro da qual colocamos uma vela menor. Quando acendemos a vela menor, o cachepô fica iluminado também, dando um efeito muito bonito. Tem gente que tem medo de vela. Não que elas representem um perigo físico. Algumas pessoas têm um medo espiritual delas... Tenho um cantinho aqui em casa cheio de velas que eu mesma fiz. Fiz e não consegui encontrar uma maneira de espalhá-las pela casa, acabei concentrando-as ali mesmo. Este cantinho fica no lavabo. Elas estão sobre um estrado de madeira. Atrás delas, estão dois grandes suportes para velas que eu fiz com bambus que uma amiga ia jogar fora. Um dia, uma menina veio nos visitar e entrou no lavabo. Num instante, ela saiu assustada me perguntado porque tinha tanta vela lá dentro. Depois que eu expliquei, ela voltou e concluiu o havia ido fazer!! Pois é, tem gente que tem medo de vela. Tem gente que tem medo que as velas evoquem algum ser do outro mundo. Não acredito nisso. Na verdade, nem penso. Das velas, curto a beleza e a capacidade de iluminar e sombrear a vida ao mesmo tempo, temperando com um pouco de mistério e magia... Sem querer assustar ninguém!
Escrito por Chris às 16h40
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A saudade que faz voltar o tempo
Hoje fiquei pensando em saudade. Não naquela saudade curta que vem, e com um telefonema acaba; nem na saudade permanente, aquela que nada elimina; aquela saudade bem definida pelo Chico Buarque: “Saudade é arrumar o quarto de um filho que já morreu.” Esta saudade machuca; dela não se sabe voltar. Pensei na saudade boa. Aquela que nos faz lembrar do que de bom já passou, e que nos ensina os passos para sermos felizes novamente. É aquela que vem de lembrar uma tarde boa, uma comida gostosa, um perfume, um passeio que nos tenha feito bem, a amizade de alguém... Pensando no que nos “dá” saudade, podemos aprender o caminho para sermos e fazermos alguém mais feliz; lembramo-nos de valorizar aquilo que já tivemos um dia e que ainda pode ser vivido. O ruim desta saudade seria saber que não demos valor às pequenas coisas que compuseram um tempo de felicidade...
Escrito por Chris às 20h12
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O português e a desnecessária saia justa!
Folheei na livraria um livro chamado A Força de um Cordão Umbilical. A história deve ser ótima, mas o livro não dá para ser lido. Há erros de português além da conta. Muita gente acha que não precisa que um revisor de português dê uma olhadinha no seu texto antes de torná-lo público. Não querendo puxar a sardinha para o meu prato, negar-se a submeter uma crônica, ou texto, ou livro a uma revisão de português equivale a, no dia da balada, ir ao cabelereiro, barbeiro, maquiador, manicure; voltar para casa e vestir aquela roupa cuidadosamente escolhida, os sapatos e outros acessórios, mas deixar de tomar banho, para economizar um recurso qualquer, seja água ou tempo, por exemplo. Alguns notarão o deslize assim que você chegar; outros demorarão um pouco mais; mas até os menos avisados notarão que há alguma coisa errada. Tem gente que sabe escrever, pega a caneta, despeja as letras no papel, e acha que o texto está pronto! Passa vergonha sem nem sequer perceber!
Escrito por Chris às 13h43
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O Júnior e o pai
Conheço um cara que tem “Júnior” no nome. Quando ele fala com o pai, a voz dele soa diferente do que quando ele fala com outras pessoas. Fica mais doce. Os olhos não espelham medo; talvez espelhem um certo orgulho. Uma amiga diz que Júnior não é nome. Não é. Júnior é título; é história. Há muito tempo, carregar o nome do pai era motivo de orgulho para um homem. E de peso também. Houve um tempo em que os meninos e os moços não entendiam os pais. Mesmo assim, inclinavam a cabeça em sinal de respeito quando eles falavam. Hoje os meninos não entendem seus pais e não inclinam mais a cabeça ao ouví-los. Talvez porque os pais tenham muito pouco a lhes dizer. Feliz o Júnior que se sente Júnior porque o pai sente-se pai de verdade, e se vê no filho. Neste caso, para ambos, Júnior não é um nome, é realmente um título; a história.
Escrito por Chris às 20h51
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O perdão e as pessoas
Há um tempo, tive uma conversa com a minha mãe sobre algumas pessoas que nos fizeram mal. Fiquei pensando em algumas delas, tentando encaixá-las na minha mente, de forma que elas não virassem ícones da minha própria maldade. Não falo daquelas que apareceram num instante, e no instante seguinte já não estavam mais lá. Por mais raiva que tenham despertado, são como uma folha que caiu na minha frente, e que o vento levou para longe. Aquelas pessoas não percebem que, na única oportunidade que tiveram de mostrar-se para alguém, mostraram o pior delas, a cara mais feia. Mas já se foram, graças a Deus, e vão ter o troco lá na frente. Ninguém passa ileso! Falo de pessoas que dia-a-dia se mostraram hostis, mas que, por um motivo ou outro, sempre estão ali. Os religiosos dizem: “perdoe-as”; os psicólogos, “resignifique aquilo que elas fizeram na sua vida...E blá, blá, blá...”. Claro que a importância do que as pessoas fazem contra nós está no dano que aquilo gera na nossa alma (Como gosto de pensar na alma!). E todas as vezes que a vemos, a ferida se manifesta. A Bíblia manda perdoar. Perdoar é um ponto de partida. Enquanto não perdoamos, as coisas ficam latejando. Entra o perdão, e elas começam a se mover. Difícil é reconhecer que esta movimentação fará bem a nós na mesma proporção que para aquele que nos agrediu, ou agride. Aí, a sensação de estar inocentando-o é irritante! Mas Deus vê isso lá de cima e diz: “perdoe porque é melhor para você!” Na teoria é bem prático. Na prática é um mistério. Há algo no perdoar que transcende nossa cultura e a nossa natureza. Há algo que a nossa carne não entende. Há algo de divino! E quem sabe se a única maneira de torná-lo prático para nós seja mesmo a ajuda de Deus...
Escrito por Chris às 09h48
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Domingo, fé e religião
Hoje é domingo, dia em que a maioria das pessoas lembra que existe igreja. Ouvi um líder eclesiástico reclamar que hoje tudo é relativo: padrões de comportamento, convicções e valores. Fiquei buscando na história em quais épocas os valores se pareceram com os nossos. Os historiadores querem que nós acreditemos que os mais recatados de hoje seriam verdadeiros promíscuos de séculos passados. Nos corredores da própria história, as motivações não são nobres; nem as pessoas, castas; nem os métodos de conquista, isentos.. Mas voltando aos valores, eles mudam porque a realidade muda... O que não pode mudar é a essência da crença, da fé, é a fé como modo de vida. O resto é religião, cadeia de pensamentos criada e alimentada por homens, baseada na interpretação dos textos santos. Deus não fez a religião. Ele fez a fé. Será que o que agride nossas “verdades” realmente agride A Verdade, ou apenas a nossa interpretação d’Ela?
Escrito por Chris às 09h21
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