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Os olhos e o coração!
"O que os olhos não vêem, o coração não sente." Quem primeiro pensou nisso enxergou bem, mas não imaginou que houvesse uma outra maneira de fazer o coração não sentir: ver repetidamente. Nestes dias de 'reflexão', de virada de ano, as cenas mais fortes do ano passado foram exaustivamente repetidas. A morte do Serginho, as ondas enormes arrastando pessoas e coisas na Ásia... Sem falar nos programas especializados em violência urbana... Vemos tanta morte na TV, vemos tanta banalização da vida, que o coração não reage mais. Ele não sente mais nada. É tão comum ver gente arrastada por ondas de 10 metros, que acaba a novidade, acaba o impacto, nada assusta, nada emociona. É a banalização da morte também. "O que os olhos não vêem, o coração não sente." Menor é a esperança para aqueles cujo coração que não sente nada, mesmo que os olhos vejam tudo.
Escrito por Chris às 06h58
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O pesadelo e a Ajuda
À noite, os problemas e os perigos parecem maiores. Acho que não tem a ver com a escuridão, porque os problemas que afligem as pessoas à noite existem também no dia claro. Acho que à noite paira sobre nós uma sensação de vulnerabilidade e solidão. Não podemos fazer nada! Nada pode ser resolvido na madrugada, pelo menos, não para pessoas comuns. Nossos pesadelos parecem reais. Se uma pessoa sempre acorda no meio da noite tomada por medos e preocupações, na homeopatia, o quadro é tratado como sintoma, e existem remédios que podem ajudá-la. Nesta madrugada, tive um pesadelo! Alguém invadia nossa casa e ameaçava nossa família com uma faca. Acordei e não aguentei ficar na cama. Decidi vir trabalhar. Pelo menos, eu aproveitaria aquele momento de susto revisando textos que precisavam ser entregues. Mas também não foi solução. Trabalho feito. Medo presente! A sensação de que meu pesadelo podia tornar-se real ainda estava comigo. Comecei a conversar com Deus. Sei que Ele tira o medo, afasta o perigo, cuida de nós. Não sei por quanto tempo fiquei neste misto de súplica e estresse... Mas acabei convicta de que, se havia chance daquele pesadelo tornar-se real, Deus havia mudado a história. Os perigos reais e os escondidos nos meus sonhos haviam ido embora. Acabou o medo, acabou a sensação de vulnerabilidade e a solidão. É bom poder contar com uma Ajuda tão grande.
Escrito por Chris às 07h52
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Um morto com permissão para falar!
Hoje fui a um culto de agradecimento a Deus pela vida de alguém que morreu. Para quem conhecia, foi da Dna Maria Fraga. É parecido com uma missa de corpo presente da Igreja Católica, mas não há a crença de que se pode orar, ou rezar, pela alma daqueles que partiram, para que eles encontrem o caminho. Foi uma cerimônia tranquila, como costumam ser estas despedidas para nós. Sem choros desesperados. Só aquele quietinho, de saudade! Muito foi falado sobre ela. O pastor pegou o gancho do que havia sido dito e comentou dos mortos que falam. Dizem que morto bom é morto que fica morto. Rubem Alves comenta isso em seu livro Transparências da Eternidade! Mas existem bons mortos que nunca se calam. Parece que a Dna Maria será uma da lista de bons mortos falantes. A vida dela falou de amor. A vida dela falou de se doar. E aí o pastor comentou: “Quem não se desgasta na vida enferruja”. A Dna Maria se desgastou em servir e ajudar a família, os queridos dela e quem mais precisasse de uma mão. A vida dela também falou de fé. Ela cria em Jesus. Tudo se resume em Jesus. Ele é o espelho, o começo e o fim da fé que vale a pena. Foi bonito ver o retrato sorridente da Dna Maria sobre o caixão, que estava lacrado, e ficar pensando na vida daquela mulher quieta, mas que depois que morreu, tornou-se uma verdadeira tagarela. Tomara que muita gente dê ouvidos ao que a vida dela tem a dizer!
Escrito por Chris às 17h06
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