Gotas de limão


Uma chuva forte. Será tempestade?

Ontem fui a uma despedida. Diferentemente do que eu imaginava, poucos abraços em quem estava de partida, embora muitas pessoas tivessem dito que levariam os seus.
Nesta despedida pairava uma grande insegurança: talvez, quem foi não volte mais.
Sinceramente, a cena que vi foi mais incômoda por seu significado do que por ela mesma. Esta despedida é o retrato da teimosia, do “vou a qualquer preço”. Em grana, pagou-se alto, é claro. E ainda vai se pagar por algum tempo. O outro preço a ser pago é aquele que não custa dinheiro. Os maiores prejuízos da vida não são cobrados em dinheiro...
Nesta despedida, não se podia chorar. Ninguém chorou. Este é um preço. Você vê a lágrima reprimida sob o olhar, mas ela não cai. Ontem, ela não podia cair. Para quem foi e para quem ficou, se você “engole o choro”, a vida fica boa.
Não sei o que vai acontecer com quem foi.
Imagino o que vá acontecer com quem ficou. Já vi este filme! Mas decidi não saber. Não lavei as mãos, como me acusaram. Só que não saber é não sofrer.
Esta despedida estabeleceu uma distancia muito mais do que física entre as pessoas. Voltando de lá, eu pensava: “estão todos sozinhos...” Ali, cada um queria ir para um lado. Talvez, para eles, esta distância seja a solução de todos os problemas... Cada um para o seu lado longe dos outros... Por isso a despedida rápida. Por isso o desprezo pelas lágrimas.
Eu não creio assim...

Meu Deus, isso não é liberdade nem oportunidade.

 Escrito por Chris às 08h24
[   ] [ envie esta mensagem ]




Uma de chinês!

Frase de um velho chinês cristão:

"Não deveríamos orar por cargas mais leves, mas por costas mais fortes."

Tem mesmo cara de frase chinesa, não é?

 Escrito por Chris às 15h10
[   ] [ envie esta mensagem ]




A tempestade diante dos olhos

Durante a vida, surgem muitas tempestades... Qual a novidade?... Elas vêm, testam nossas estruturas, derrubam o que estiver mal ou pouco fundamentado, ficam ainda por um tempo, e vão embora. Algumas tempestades duram horas; outras, dias; outras, meses; e outras duram anos.
Hoje, eu estava vendo uma foto que me emocionou. Ela foi tirada num período anterior a umas destas tempestades, que durou 5 anos. Na época da foto, eu não sabia nada sobre ambliopia, e nem queria saber. Mas tive que aprender. De aprender não reclamo. Só preciso confessar que não gostei de enfrentar a tal ambliopia no olhinho de quem eu tanto amo.
Eu notava que aquela menininha linda inclinava a cabecinha para olhar. Um dia, ela começou a fechar um dos olhos para focar letras, objetos... Quando perguntei porque ela fechava aquele olhinho, ela me respondeu que era para enxergar melhor.
Levei a um, dois, três oftalmos. O terceiro foi claro e disse: ela enxerga muito pouco com este olho, o esquerdo. Ele nem precisava ter dito aquilo. Quando ligou aquele projetor na sua sala, aquele tradicional de exame de “vista”, e apareceu aquele imenso “E” na parede, e ele perguntou a ela que letra era aquela, ela não soube dizer. E era um “E” do tamanho da parede do consultório.
Pacientemente, o oftalmologista explicou o que estava acontecendo com nossa menininha e apresentou a palavra que eu não queria conhecer.
Foram cinco anos de tratamento que consistia em ocluir (tapar) o olhinho bom para forçar o olhinho “esquecido”, como é chamado a vista amblíope, a enxergar. Em muitas fotos seguintes apareceu a costumeira “oclusão”.
Embora simples, o tratamento não é fácil. Ele gera outros problemas menos importantes, mas bastante persistentes. Hoje, vejo as fotos com oclusão com alívio.
Hoje, o olhinho da nossa menininha está ótimo. Ela está curada.
Deus apareceu nesta tempestade consolando e dizendo coisas que nos mostravam que Ele estava ensinado muito mais do que o significado da palavra que eu não queria conhecer. Estou... Estou, não... Estamos felizes porque esta tempestade acabou. Outras já vieram e já foram embora também. Qual a novidade?! Aprendi que se não houver alguém que saiba do que estamos enfrentando; ou que saiba mas não entenda; ou que saiba, entenda, mas não queira andar junto; ou que saiba, até entenda, queria andar junto, mas tenha outras coisas mais importantes’ para fazer, sempre, sempre há Deus. Sempre há Deus para nos fazer olhar para o lado certo, para o ângulo produtivo. Podemos não saber quando a tempestade vai acabar, nem o que vai sobrar depois dela, mas sabemos que Deus estará lá.

 Escrito por Chris às 10h02
[   ] [ envie esta mensagem ]




Um jornal extinto!

Para quem trabalha no jornalismo, o jornal mensal tem algumas desvantagens. Sei disso porque trabalhei por quase
13 anos em um.
Uma desvantagem é o tempo de espera entre uma edição e outra.
Idéias quentes que aparecem numa reunião de pauta parecem bobas quando chega a reunião
seguinte; outra, é não poder aproveitar os fatos fresquinhos no dia em que eles acontecem.
Se alguma coisa impactante acontece no dia seguinte ao fechamento, a equipe do jornal tem
que esperar até o mês seguinte para comentar. Quando o outro mês chega, a notícias não
causa mais o mesmo impacto. Outra desvantagem: o ano passa muito rápido; como trabalhamos
com o mês seguinte, no começo de novembro já estamos pensando no natal. Isso deprime um
pouco.
Mas tem vantagens também. As matérias podem ser mais reflexivas e menos
noticiosas, porque não corremos contra o tempo para publicá-las. As matérias podem ser
mais detalhadas. Como não temos o recurso da novidade, temos que levar outro tipo de
informação; pegamos o rescaldo da notícia. Mais uma: temos mais tempo para receber a
resposta do leitor. E por aí vai...
Mas o jornal para o qual eu trabalhava foi extinto.
A partir de maio, não existirá mais o jornal dos Atletas de Cristo. Penso em quanto tempo
deixaremos de ouvir falar de Atletas de Cristo, não porque a missão vá cabar junto com o jornal,
mas por cair no esquecimento daqueles que não têm acesso ou interesse de visitar o site na internet.

Foi o primeiro “bilhete azul” em anos. Não fiquei deprê. Certas coisas acontecem, e só nos
resta rolar a bola para frente, porque Deus está lá!~
Estou indo para a reunião da edição
derradeira. Faremos “na faixa”, "por amor à camisa", expressão que aprendi nestes quase 13 anos de convivência com um grupo que entende muito bem o que ela significa!


 Escrito por Chris às 08h24
[   ] [ envie esta mensagem ]


[ ver mensagens anteriores ]




 
Histórico
  06/09/2009 a 12/09/2009
  11/01/2009 a 17/01/2009
  27/01/2008 a 02/02/2008
  08/07/2007 a 14/07/2007
  18/03/2007 a 24/03/2007
  26/11/2006 a 02/12/2006
  15/10/2006 a 21/10/2006
  19/03/2006 a 25/03/2006
  04/12/2005 a 10/12/2005
  27/11/2005 a 03/12/2005
  17/07/2005 a 23/07/2005
  10/07/2005 a 16/07/2005
  29/05/2005 a 04/06/2005
  22/05/2005 a 28/05/2005
  01/05/2005 a 07/05/2005
  17/04/2005 a 23/04/2005
  03/04/2005 a 09/04/2005
  20/03/2005 a 26/03/2005
  13/03/2005 a 19/03/2005
  06/03/2005 a 12/03/2005
  27/02/2005 a 05/03/2005
  20/02/2005 a 26/02/2005
  13/02/2005 a 19/02/2005
  16/01/2005 a 22/01/2005
  09/01/2005 a 15/01/2005
  02/01/2005 a 08/01/2005
  26/12/2004 a 01/01/2005
  05/12/2004 a 11/12/2004
  28/11/2004 a 04/12/2004
  21/11/2004 a 27/11/2004
  14/11/2004 a 20/11/2004
  07/11/2004 a 13/11/2004
  31/10/2004 a 06/11/2004
  24/10/2004 a 30/10/2004
  17/10/2004 a 23/10/2004
  10/10/2004 a 16/10/2004
  03/10/2004 a 09/10/2004
  26/09/2004 a 02/10/2004
  19/09/2004 a 25/09/2004
  12/09/2004 a 18/09/2004
  05/09/2004 a 11/09/2004
  29/08/2004 a 04/09/2004
  22/08/2004 a 28/08/2004
  15/08/2004 a 21/08/2004
  08/08/2004 a 14/08/2004
  01/08/2004 a 07/08/2004


Outros sites
  Nossa Língua Portuguesa
  Casa do Rubem Alves
Votação
  Dê uma nota para meu blog




counter hit make