Seleção Brasileira. Hã! Brasileira...
Embora seja uma torcedora da Seleção Brasileira por, pelo menos em tese, ela representar meu país, ultimamente, sinto-me mal ao vê-la jogar. Primeiro, porque, na verdade, ela é a seleção da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), entidade particular que não se submete, não presta contas e não participa do progresso do próprio futebol brasileiro. Então, Seleção de quem?! Mas, vá¡ lá¡... O que realmente me enoja é a maneira como a Camisa é tratada pelos jogadores que atualmente a vestem. Em tempos áureos, a camisa da Seleção Brasileira foi vestida pela realeza do futebol. Eram verdadeiros reis da bola: Tostão, Garrincha, Pelé (é claro!), e muitos outros mais... Mais recentemente, Rivelino, Falcão, Raí... A lista de nomes que foram marcados por ela é grande! A camisa era vestida como um manto real. Estar sob ela era para poucos, e motivo de muito orgulho... Um sonho realizado. Mas estar sob este manto não bastava para ser considerado rei... Era preciso governar a bola, e bem! Quem o fazia, era considerado digno de vesti-la mais uma vez. Se governasse dignamente, aí sim, entrava para a história. Era preciso suá-la bastante, não desistir de nenhuma jogada, marcar, defender e atacar, se fosse preciso! Talvez, como a Seleção Argentina fez no jogo contra o México. (Aff,! Blasfêmia!) Hoje, parece que os jogadores sentem como se esta camisa não valesse nenhum esforço. Parece que, em suas mentes, mantos reais são suas peles que dignificarão a camisa quando eles a vestirem. Estes boleiros jogam como se fossem eles a emprestar sua realeza à camisa que representa a nação. É como se eu visitasse o palácio da rainha da Inglaterra, conseguisse vestir o manto real inglês, e passasse a achar que pudesse governar o país dela. O manto é real, mas não transforma plebeus em reis nem plebéias em rainhas. A camisa da Seleção não pode ser colocada à disposição de plebeus mancos que não se esforçam por ela, que não a querem... Ou só a querem quando lhes é interessante. Eles não são parte da realeza do futebol brasileiro. São usurpadores. Futebol, que já¡ foi tão importante para a vida do brasileiro, não nos serve mais para nada: não ganhamos nada quando a Seleção ganha; sofrer durante os jogos é inglório; os jogadores não correspondem a esse nosso sofrimento, não se interessam em aliviá-lo, não liberaram nenhuma gota de suor a mais para livrar-nos dele. A Seleção não é mais uma oportunidade de alegria coletiva deste nosso povo. Estes boleiros nunca serão reis. São tratados como se fossem: comem e dormem como se fossem; são procurados, perguntados, ouvidos como se tivessem alguma coisa boa para dizer... Mas não têm nada! Só o pensamento em seu conforto e suas próprias personalidades... Não passam de nomes a serem esquecidos... Chutam e correm por si mesmos... Pedalam para si mesmos. Feliz será o dia em que não precisarmos mais vê-los ignorando nosso hino, nossa bandeira, a história, a seleção.
Escrito por Chris às 11h06
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